terça-feira, março 23, 2004

Ah, se eu soubesse...
Estava no centro. Da cidade e da cama. Fazendo amor.
Fico pensando se é tão diferente de transar. E sim, sei a diferença. Acho que sei.
Quando você não canta, algo deixa de acontecer. São as suas chaves, tão cotidianas e sua inquietude, tão arrivista. Suas letras, dos olhos e da pele, que lutam para gostar e que não sabem: você as prende!
Simples, você, e todos te leriam. Mas tu és hermeticamente entalhado nessa sua distância dos outros.
Tua impossibilidade do pré-sentir cria teus longes e se perde. Vagueias, sim, dentro de si unicamente.
A continuar assim, ficarei enamorada. Apaixonada até. Pelos teus pensamentos imperfeitos, tua arrogância contínua.
— Teve outro?
Suas perguntas... molecas, inseguras, de um menino que não quer nem querendo, porque agora já é, bem... seremos ultrapassados pelo enamorar.
Some days are diamonds, some days are stones.
Ah, se eu soubesse cantar John Denver...

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