segunda-feira, março 22, 2004

Coisas

As coisas, quando coisas, nunca avisam a que vêm. Revelam-se. E trate você de se estabelecer com elas.
Concretas, não há como escapar. Não, não falo de amores, nem de paixões e nem de rompimentos. Só do viver.
Às vezes esqueço de brindar a vida. E apesar da dor, existe à volta. Volta aos sentimentos, volta do sentir e do querer bem. Saber que há os que bem-quero e que ainda existem outros a serem bem queridos, bem gostados.
Piegas, bem piegas são as voltas. Mesmo as que tem vida.
Mas voltar é uma coisa. E as coisas não avisam. Simplesmente acontecem.
As coisas desvelam-se, tal qual linha sem cor que a vida tempera e a idade colore.


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