terça-feira, março 30, 2004

Quando um não pode ser, sim.

Namoros de menina, tive. Casamento, separação, re-casamento.
Tudo.
Exerci ser mulher plenamente.
Por isso que agora desejo un altri.
Quero alguém que me queira, no tempo que estiver comigo.
E se tiver outra, nem diga, não quero.
Serei leal aos meus sentimentos.
Sofrerei, por certo, se souber que as tem, mas sei que posso outros, logo, nem quero saber, nem quero entender.
Serei devotada ao que sinto, quando contigo estiver
De longe, continuarei te amando. Aos outros também.
Quando perto, serei completamente sua. Como serás meu.
Não quero ser de meia foda.
Que me tenhas, quero isso. E terei como meu e teu simples você.
Saberei o que fazer... contigo.
Quero os braços do depois, a boca seca de prazer e corpo mole das loucuras. Os lençóis enrolados, roupas jogadas e a afonia sonora dos motéis.
Quero este tempo parado, o sentido aguçado, a boca marcada, a pele esfregada. Coxas em atritos, pernas permeadas, sabonetes no chão, banheiras que vertem todas as águas.
As unhas na carne, o dedo na boca, o seio inchado, o pomo arfando, a pele ferida, joelhos cruzados.
Aproveitarei do completo domínio que têns das mulheres e lhe mostrarei que agora, estou aprendendo o seu novo.
Antes eram as coisas e agora, o sentir e All The Things You Are. Prazeres gozosos.
Não te explicarei. Perceba.
Não quero teu peso. Te dou o meu.
Mas quero teu gozo. Cedo a boca
Não quero teu corpo. Serei alimento.
Mas quero tua fala. Obscena, gostosa, de gritos e gemidos, te quero assim.
Deixo-me, porém, queixosa e a vontade, necessitada de abusos.
Não aceito o que não gosto, mas de você, desejo... o todo.

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