PICASSO para Theo que adora Klee
Ontem acordei para ver Picasso.
Da fase azul, melancólica até a rosa, cálida e aconchegante. Das intensamente queridas seis esposas e odiadas e monstruosas mulheres, quando des-amadas. Vi Picasso. Um genial vampiro, mas como homem...homem!
Vi muitas coisas que gosto. As cores, um gênio em ação. Comprei lápis. Adoro estes lápis de exposições várias. Diferentes em suas concepções externas mas básicos lápis pretos.
Tenho do MoMA, caríssimos no comprar, mas bem ao gosto que vale muitas vontades. Do MAM, paulista, suburbano Ibirapuera, sofisticado em suas lojas centrais. Meus dois Napoleão, um vermelho e outro verde, estão amarrados, fio dourado, que me lembram de pobres Josefinas, amadas e repudiadas.
Pensando bem, meus lápis levam na vida uma história hachureada de mulheres. Sombreadas, exibidas, conhecidas, pouco perdidas. Mulheres.
Não quero mais ver Picasso. Ando com um genial genioso à cote de chez moi. Não tão à cote como gostaria, mas um aparecente. Melhor ter, por gênio, só os conhecidos, escritos a lápis preto, comuns, não tão apagáveis, mas que fazem meios-tons nos trabalhos e no coração.
antigo de 7.3.2004
Digressiva Maria
digressões atemporais, sensibilidades, letras e o que mais vier.
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