sábado, junho 26, 2004

Hoje pensei nos defeitos que tens.
Teus olhos são de tantas cores que se fazem olhos aos olhos meus, sempre tão seus.
Tu me vira os olhos e encontra jeitos, seu modo a me perder.
Teus lábios, bigodes poucos, atritam a pele que se abre em marcas, troféus de conquista, selos de presença.
A boca, que não fala desejos, beija com beijos de quero, pego e uso.
As mãos escondem-se das minhas. Atrás.
Teus dedos vêm de caminhos, que o desejo segue.
E o tempo, não existe.
Vives saindo...
Tantos defeitos de defeitos teus, parecem ser, sempre, defeitos tão meus.

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