quarta-feira, junho 09, 2004

Queridos que vêm aqui, meus amores, todos vocês.
Desculpem a ausência destes dias, aqui e em vossos blogs mas filha Teté anda podrinha e estou cuidando de cuidar que os médicos descubram o que ela tem ou que pelo menos um pouco ela melhore.
Enquanto isso colocarei aqui uns curtinhos que adoro fazer. Antigos.. mas que espero, sirvam de tapa buraco para minha ausência nos próximos dias
beijos a todos
maria

Um quarto

Tralhas, roupas, memórias. Julho começa quando o semestre se renova. Não tenho o que deitar fora. Sou fora de guarda, descautelada. Fecho a porta do sábado, entro nos domingos e peço à vida que fique de fora.


Segunda

Segunda, dia de não gosto.
Não gosto de começos, não gosto de bancos, não gosto de não gostar. Mas a segunda sempre vem. Zeros, valendo aos outros, zeros esquerdos para mim.
Assim os pago. Assim me pego. Assim pretendo e chego nos dias 15.
Sem grana, quase nada, largo as obrigações e decido. Vou ser feliz da vida
Sendo assim, nos quinze faltantes, vou brincar de viver.
Vou ser sábado na vida.

Sabor de bebê


A criança no colo, lado direito, encaixada feito montaria. Mãe e filha, de lá pra cá. Nem o tapete ficou ralo, nem a barriga cansou.
Carregava uma ao lado, outra na barriga e a barriga, crescia. Dia vinha, noite chegava e barriga, a mãe e a filha fazendo ciranda em linha reta.
Marido, pai algoz chegando...
— Mãe o pai tá com cheiro de bebê. Ele, bêbado, caí no chão de pedra.

A CAMA

Com paciência viperina Maria arquitetou.
Vida e vingança.
Machado, martelo e infelicidade.
Quebrou a cama.
Jeitosamente realisada, a vingança perfeita.
José quase inocente, deita-se e a cama cede. As farpas se encoxam onde Maria havia visto Teresa encaixar-se nele.
Hoje, Maria e José, casados, continuam. Ela, faceira, embonitou depois do acidente. Ele, entrevado, vive só.
Camas separadas





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