domingo, julho 18, 2004

        Tempo, há o tempo, faz tempo...
         Eventualmente indefinido, temporal, certeza que sim.
         Mesmo quando eu nele não me apresente, teima em desistir, consiste e existe.
         Essência e a capacidade de almejar virtudes, oblíquo de atávicos desejos que empanam o desistir, cria o tempo o resistir e ufana o devir.
         Fado relativo, alado, conta histórias, tece alguns triunfos, é enganado e corporifica-se em aprazadas e abstratas meadas.
         Há o tempo, certeza que sim.
         Vez abocanha, outra aprisiona e em certas épocas deixa-se esvaziar. E sobrevive no tempo de não existir
         Atributivo, remunerante, suposto de si, o tempo festeja festas que não as suas.
         Desregrado em menos, fato e feito e nos mais... contemporâneo temporal.
         Traz o vento deleite, alguns enfeites e o tempo de ser-afim.
         Estrutura meu medo o medo de perder tempo.
         Do tempo nada há para surgir.
         Porque o vento nada mais é que o tempo em movimento. 
  
 

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