Caminho sem meios
O norte não chega a ser cardeal, desejo quase obscuro.
Intensa e imediata jamais alcanço rumo certo.
Vontades minhas espelham hoje todos os ontem. Os braços de outrora deixaram-me o querer. Os beijos perderam o gosto, As peles que em mim roçavam outras peles hão de se tornar.
Se sabia, esqueci, desmereci.
Hoje o caminho é meio, é escuro e faça-se noite.
Não sei se acordo eu, se acordo em você ou se é você quem me acorda.
Venha. Chegue-se. Diga-me da minha maria, conte que me perdi, encontre um nosso de nunca ser achado.
Ah fica...
Estanque aqui cativo a mim. Toque a minha na sua mão, contorne nos meus os teus lábios. Colha com cuidado as lágrimas da minha incerteza, faça seguro o meu perigo mediato.
Não sei porque não me ensinas, não sei porque não te amo!
Moço de ausências e cantos ande, ande a me encantar.
Almiscarei seus escândalos.
Não queres incensar sonhos, escovar meus cabelos ou desvelar meus medos? Não queres vir fazer, moço que gosto de gostar?
Importune a aflição, a minha, não me habitue e jamais desista.
Presunçosa que sou concretizo e cismo. Idealizo muda mudanças, inconstantes pelo caos.
Engano, ledo desacerto o meu.
Dúvidas? Faço fé.
Caminho entre definições.
Como se brinca. esqueci.
Digressiva Maria
digressões atemporais, sensibilidades, letras e o que mais vier.
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