quinta-feira, julho 22, 2004

 

                                        Caminho sem meios
 
 
         O norte não chega a ser cardeal, desejo quase obscuro.
         Intensa e imediata  jamais alcanço rumo certo.
         Vontades minhas espelham hoje todos os ontem.  Os braços de outrora deixaram-me o querer. Os beijos perderam o gosto, As peles que em mim roçavam outras peles hão de se tornar.
         Se sabia, esqueci, desmereci.
         Hoje o caminho é meio, é escuro e faça-se noite.
         Não sei se acordo eu, se acordo em você ou se é você quem me acorda.
         Venha. Chegue-se. Diga-me da minha maria, conte que me perdi, encontre um nosso de nunca ser achado.
         Ah fica...  
         Estanque aqui cativo a mim. Toque a minha na sua mão, contorne nos meus os teus lábios. Colha com cuidado as lágrimas da minha incerteza,  faça seguro o meu perigo mediato.
         Não sei porque não me ensinas, não sei porque não te amo!
         Moço de ausências e cantos ande, ande a me encantar.
         Almiscarei seus escândalos.
         Não queres incensar sonhos, escovar meus cabelos ou desvelar meus medos? Não queres vir fazer, moço que gosto de gostar?
         Importune a aflição, a minha, não me habitue e jamais desista.
         Presunçosa que sou concretizo e cismo. Idealizo muda mudanças, inconstantes pelo caos.
         Engano, ledo desacerto o meu. 
         Dúvidas? Faço fé.
         Caminho entre definições.
         Como se brinca. esqueci.

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