A criação
Penso que a criação deu-se quando tudo foi desacordado.
Sei que assim aconteceu porque o mutismo dominou a insegurança e foram tais os sentimentos outros que juntos provocaram caras trocadas, E em casos de ocaso os olhos, novamente ladinos, cercaram os dias e os tornam dolorosamente mais dolorosos.
Na verdade vos digo, quase nada aprendi e insuficiente é o meu saber. As emoções, na criação, conflitam quase sempre.
Os rios vão molhar chorosas lágrimas e do riso sangrará a demência.
Para o nada, que entre a sensibilidade.
Em lugar colocado, corações.
Contra estes nem brisa, nem fogo. Terra? Certeza que não. E água só como o mais terno dos fogos, a mais perigosa combustão e a mais indecente das vontades Água para todas as vontades e para estas... só os sentimentos
Ah, sentimentos...
Dias negros virão.
E porque negros, ponderem: não foi da arrumação que se fez feliz o mundo caótico. Foi da segurança, do desencontro, dos males da felicidade e das mágoas ausentes.
Por isso que acordei.
Padecia de entender estas que chegam e se arrojam soberanas de nossas vontades. E desta desarrumação, caotizar meu futuro.
O que não tenho, não me falta. E o que não tenho e sei que outros têm, ausencía em mim.
Digressiva Maria
digressões atemporais, sensibilidades, letras e o que mais vier.
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