Gosto de escrever e saber que vocês me lêm. Me deu enorme força nestes dias de estar triste, muito triste. Fez pensar também em minha avó que não me deixou ser Maria Madalena... o peso do nome, ela dizia, ninguém merece carregar. Então fiz uma coisinha pouca, para lembrar de vocês, para sentir saudades da avó e para dizer que ando melhorada. Não se acende vela a defuntos ruins...
Escrevam, apareçam. É bom saber que todos andam por aqui.
a vocês, sempre, meus beijos mais doces.
E seguem letras feitas para a avó Madalena.
Meu primeiro nome foi um: — Ah! uma menina... quem sabe o próximo? Desconsolo deixado no berço, forçou-me entrar na vida. Tempo não leva em conta desejos paterno-maternais.
Meu primeiro segundo nome foi o da avó. Forte, instigante, diferente diria. E pela herança, encrenqueiro. O nome? Determinação em ser determinada.
O primeiro primeiro nome é mais que bíblico. Da avó Madalena, dadivosa, múltipla em amores fáceis, jamais arrependida, herdei esse predicado – o de ser maria, com esse guardado madalena. A carga do nome, dizia a avó, levo eu, mas carregue consigo ser sempre neta de madalena.
O som primeiro não foi choro como é o geral das crianças. Um silêncio apenas.
E sem vagidos e nomes importantes, e porque minha madrinha não rezou em meu batizado, criei-me na vida maria somente, maria que mente.
Porque madalenas são, bolinhos, penas e falhas. Madalena é a avó e de lamentosa Maria Madalena, a avó jamais me deixaria ser.
Por isso sou Maria, por isso dou nome às coisas.
Na verdade... madalenas são... arrependidas marias.
Digressiva Maria
digressões atemporais, sensibilidades, letras e o que mais vier.
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