Tenho um costume, que ainda não se habituou a ser hábito. Levemente arraigado me leva, nas manhãs ainda frias, a andar em ruas menos movimentadas.
Invariavelmente acabo em praças, que no contra lusco-fusco anoitecem meu dia ainda não clareado. Por isso que gosto deste arborizado, algumas vezes seco de árvores, um repletor de sentimentos. São sempre os contrafortes de todas as minhas esperanças, em cada preciso dia.
E então, quando me sinto cata vento para irrealidades, sento e espero que a minha praça se desfaça da noite. E na espera fico a esbulhar vontades e penseiros.
As mudanças, que sejam lentas, para que fiquem, tal qual uma aragem, uma aragem atemporal
A casa, dela sairá minha morada, se achar onde é a minha.
Da vida nada levarei, deixar-me-ei esquecida, em canto qualquer.
Dos enamoramentos quero distância. Minha cota é de sobreposse ao tempo.
As letras sempre me acolhem, o que é um privilégio.
A irrealidade estaciona, encarapitada, em meus olhos.
E no tempo... sim, para entrar a tempo é preciso dele sair. Resta saber que direção ir e que argumentos levar nesta viagem.
Vento de ventar ares, aspectuais, vislumbrantes, aires airosos
Penseiros, penseiros... bom de ares, buenos aires, bons os tempos, que mudando, se tornem eternos.
maria
Digressiva Maria
digressões atemporais, sensibilidades, letras e o que mais vier.
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