Do lado de dentro vejo a árvore, vermelho outonal a sombrear os claros que já lhe foram parte. Em alguns momentos o sol chega até ali.
Inda agora o vento levantou a manta verde-mar. Estivesse perto e teria visto a criança. Deve estar adormecida.
A mãe, passos ainda pesados das últimas horas, atravessa a rua amparada por todas as mães, as recém paridas. Desce a escada de cinco degraus como se fossem cinco as vidas da pequena trouxa esverdeada que tem nos braços. Não olha para trás. Não me vê sentada dentro do hospital.
Parecendo cansada, recosta os ombros na cabine dos manobristas. Respira, inspira os sonhos, não aceita ajuda e segue sua nova realidade.
Novamente o vento. O pequeno embrulho quase aparece, mas desce a coberta tal qual reverência. Enternece o semblante, dá mais três passos e chega ao banco.
Olha a árvore pedindo a ela que seja sua protetora, mãe e sombra. Que aconselhe sua criança e seu peito. A árvore ela e os leites. A luz vai direto na trouxinha e o colorido esmaece envelhecido pela tarde. Outra vez o vento espia a criança e eu, lado de cá dos vidros, imagino...
Precisa a moça-mãe retira a manta do chão e sacode a terra e os mantos de luz. Com carinho recobre sua encomenda.
Deita no banco e sai.
Sozinha.
Ninguém se deu conta do abandono, ninguém cuidou da moça, ninguém foi atrás.
Nem eu.
Inda agora o vento levantou a manta verde-mar. Estivesse perto e teria visto a criança. Deve estar adormecida.
A mãe, passos ainda pesados das últimas horas, atravessa a rua amparada por todas as mães, as recém paridas. Desce a escada de cinco degraus como se fossem cinco as vidas da pequena trouxa esverdeada que tem nos braços. Não olha para trás. Não me vê sentada dentro do hospital.
Parecendo cansada, recosta os ombros na cabine dos manobristas. Respira, inspira os sonhos, não aceita ajuda e segue sua nova realidade.
Novamente o vento. O pequeno embrulho quase aparece, mas desce a coberta tal qual reverência. Enternece o semblante, dá mais três passos e chega ao banco.
Olha a árvore pedindo a ela que seja sua protetora, mãe e sombra. Que aconselhe sua criança e seu peito. A árvore ela e os leites. A luz vai direto na trouxinha e o colorido esmaece envelhecido pela tarde. Outra vez o vento espia a criança e eu, lado de cá dos vidros, imagino...
Precisa a moça-mãe retira a manta do chão e sacode a terra e os mantos de luz. Com carinho recobre sua encomenda.
Deita no banco e sai.
Sozinha.
Ninguém se deu conta do abandono, ninguém cuidou da moça, ninguém foi atrás.
Nem eu.
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