quinta-feira, outubro 14, 2004

Novas invenções, antigos inventários

Às vezes estar certa não resolve e para quem é de índole atípica, nada chega a ter gravidade. E, por assim ser, minhas convicções nunca foram lá de muita precisão. Uso e abuso, operariamente, porque sou, piùma al vento, porque La donna è móbile, porque Muta d'accento e di pensiero...
Verdi que me desculpe, se o quiser.
Encravei-me na sedução das letras. Não porque escreva mas porque geralmente por elas me deixo levar.
Contemplar conversas escritas? Ah, não sei... Não sei ser segunda em plena quarta, não sei ficar sem escrever e também não sei receber elogios. Vergonhosamente, enrubesço.
Perdoar, sei. Aceito inspirações e inspiradores. Fascinada, me deixo seduzir, até quanto a concordância me mete medo.
Preciso lembrar que sou esquecida? Que nervosa, falo demais e quando falante, solto bestices a todos os ventos? E preciso reiterar que não sou brava e sim decidida. E jamais ansiosa, quem sabe um pouco imediatista, bem pouco, bem pouquinho...
Sei rir como ninguém. Atenciosa, adoro minhas filhas. Sensível, amo os amigos. Desligada, troco as memórias, desatenta, confunsiono tudo.
Larguei de tocar piano. Estanquei as percussões e hoje batuco na cozinha. Mas tenho o vezo de jamais viver sem música. Swingada, ando na bossa do jazz.
Sou defeituosa, nas administrações, todas e gerais. Choro quase à toa e no mais...
Diacho... como pude esquecer o que ia escrever?

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

É tão estranho, muitas vezes não nos compreendemos e quando ouvimos alguém falar de si acabamos nos conhecendo. Ler estas suas palavras me fez entender um pouco sobre mim, e como é bom saber que alguém possa ter características como as nossas.
Belas palavras as suas.

8:29 PM  
Anonymous Anônimo said...

o que eu estava procurando, obrigado

9:31 AM  

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