Talvez você não exista, talvez. Quem sabe ocasional, quem sabe tênue.
Só espero que me convides a jantar por um casual – Tenho fome! De quem ou de que, descobriremos em conversas.
Talvez pense, talvez não.
Sonhar não garanto. Aviso que sei chegar e sei partir. Faço anarquia de todas as palavras e tenho em mim o sentir das introspecções.
Talvez tenha vida, talvez faça projetos.
Sapecar não carece, encantar não convence. Adoço a voz, se quiseres, mas minha conquista, bem o sabes, é de atiçar o papel e papel afogueado, afogado está.
Talvez o momento, talvez. Quem sabe sedução, quem sabe ousadia.
Rompantes não tenho. Objetiva jamais serei. E no entanto me sei decidida, direta e pouco concreta. Racional até sem sorte, negarei.
Talvez chegue, talvez ande. Menina, moleca, na seda o suave, no olhar um jogo, gingado vestido, simples e seduta.
Confusa digo que sou. Se sou velha,também não sei. Sou de muitas mortes. E quando as fiz, gostei. Rabisco letras, pinto desejos, calculo saber da vida e sei que do nada, nada sei.
Talvez seja artista, talvez, não sei, mera letrista.
Sediciosa, de úmidos beijos, sem juízo, sem ausência.
Quero-te aqui, quero presente
Venha que te garanto não amar, te garanto todo desamor.
Mas se me quiseres, isso importa?
E quando tu chegares... saberei.
0 Comments:
Postar um comentário
<< Home