No dia...
Houvesse um interrompedor, seria acionado.
Injusto, certamente.
Não se estanca tempo, não se tange sentimentos impunemente.
O momento mais-que-perfeito conjuga-se e o pouco uso fomenta antigos predicados.
Não! Não quero o de antes.
Pare e me escute. Isso acontece poucas vezes.
Eletivas, as afinidades. Implícita a simplicidade e sulcadas, todas as letras.
Às luzes, todas de janela e por fundo, os quintais.
Não tenha pressa.
Concessões, faça poucas. E as obscenidades, diga-as mansamente.
Se for para ter gosto, que seja mau, que seja próprio. Se for credo, releve Pilatos. Se for falta, ausente-se também. Se perfume, jamais enjooso. Se fome, que não doa e se doer, alimente-a.
Sumir não suma, apenas não apareça.
Trôpegos, os dedos. As pernas, jamais.
Conte os dias, abertos, se quiser.
Sorrateira, brilhe. Extrapole, afeite-se ao vento.
Ainda é tempo, descoberta.
Rosas, as vermelhas e o lugar, claro.
E se em lamúrias, assemelhem-se novas, como novas.
Sê clara e previdente, ontem foi amanhã.
Pré-sentida, não desdiga os que desamam.
Beligerante, espere e acredite.
Nada a mais, quase ameno, o dia em que festejavam, o tempo dos meus anos.
1 Comments:
Ato 2, cena 4, Tannhauser. Adorei esse sorrateiro Wagner.
beijos
Ilidio
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