Por toda a minha vida
ouvindo Vinícius, Toquinho e Tom
Não existe outra comigo quando, desolada, me desapaixono.
Ausento qualquer eu de mim e o descanso em esquinas.
E sento em alpendres alheios, entristecendo as esperadas magoas. Nada atenho em meu peito. Delego a todos, desesperadamente, meus afazeres.
E porque verto a ausência, atravesso estes rios, que passam em nossas as aldeias e corro. Sem você não posso ser, preciso te ouvir.
E sou eu, a mesma, e tu, distraído, é o tempo passante.
Ultrapassei a idade.
Chegada a saudade, desatino a trabalhar reformas.
Substituir na música, melancólicas notas dobradas, vividas ausências, saltados compassos.
Assimilar letras mortas, questionar detalhes nas respostas e passo a passo, ir descaminhando.
Macaquear como os peixes, rastejar feito coruja e claudicar, de galho em galho, quebrados versos.
Sulcar letras vertidas, travar cheiros, abraçar lágrimas.
Por muitos momentos poderia praticar mudanças, chorar ausências a pedir amparo.
Mas sou eu, eu mesma, que eternamente vivo e espero. E que na espera, tardeço ainda. E o tempo é longo quando se faz ainda...
Só sei que vou te amar, desafinadamente eu vou te amar.
E quando enfim, chegar o dia de te rever, definidos olhos, destinados suspiros, desventura a me perpetrar, estarei ao lado teu, por toda a minha vida.
Vida de alguns, vida de dias, vida de verdades, percorridas.
Vai, minha tristeza vai, porque se todos fossem, seriam iguais a você...
3 Comments:
Descaminho coisa nenhuma! Está mais para a reinvenção do caminho.
Desapaixonar-se é imprescindível!
Meio caminho para re-apaixonar-se, não se esqueça...
Beijo.
Lindas as tuas palavras. Deixa as tristesas partirem mas deixa a porta aberta para a paixão.
Beijos
*A
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