Domingo de Mãe.
Um domingo, como sempre será, um domingo dedicado às mães.
Sou mãe de filhos, avó de cães e bonecas, tia-mãe da gata e eventuais novas criações das filhas pequenas.
E porque mãe pode quase tudo, pedi a elas, neste dia, um dia de silêncio. Não sem antes desmarcar o almoço familiar porque hoje me apetecia ficar de pijama, janelas fechadas e cama desarrumada. Por conta de decisão preguiçosa, entupi a casa de arroz doce e litros de coca cola, minha parte nos acepipes de mana na casa do irmão.
Eu queria descansar, elas queriam farra! Enzonaram minha cama enquanto eu tentava dormir.
Quando a tentativa se revelou realmente infrutífera, resolvi aderir. Desliguei o telefone ainda pensando no que faria com o presente que mandei fazer especialmente para minha mãe... um coração que não sei se dava agora ou esperava os quase 70 que serão en dezembro, mas como era domingo e domingo não pede decisões. Coloquei o pacote na gaveta e tentei novamente deitar.
Café na cama da mamãe é bagunça pra três dias e lençol pleno de migalhas de pão, que reclamo direto. Outro motivo para elas ficarem estapeando o colchão como se fossem limpar alguma coisa. A migalha subia e descia e nada mais.
Limpeza mesmo era trocar o lençol, e elas assim fizeram.
O debaixo verde, o de cima rosa e as fronhas, uma de cada jeito, estampavam outras flores. Não era carnaval mas minha estação, quase mangueira, se mostrava verde e rosa. Para elas, como canta a música, eu estava de flor, rainha das rosas. Que recebi, todas desenhadas e nenhuma cor-de-rosa.
Tomei leite quatro vezes. Minto. Primeiro foi o meu café, que me abre os olhos e o dia, o segundo foi o leite como foram também o terceiro e o quarto. Leite com toddy, leite com farinha láctea e leite com aveia. O gosto de cada uma delas feito especialmente para mim. Dia de mães? Mãe tem que tomar todas. E tomei os leites e ganhei xícaras novas. Uma de cada.
Depois me deram livros. Sobre balé, joaninhas e crocodilos, crimes e mistérios juvenis e alguns clássicos de vestibular. Para não ser injusta, ganhei novelos de lã. Bem da cor das pelerines que elas pediram para fazer.
Assim um dia silencioso ao jeito delas.
Porque mãe deve ser mimada... colocaram para mim Vacas tussindo, Monstros, Poderosos tubarões e é claro, porque era meu dia, Nemo, Nemo e mais Nemo. Continuaram com filmes de dar-certo. Sob o sol da Toscana, Chocolate e Nottig Hill. Pedi Il Gato Pardo. Um Alan Delon sempre cai bem para mães que passaram dos quarenta.
Pois as filhas preferiram Perfume de mulher. Só o tango. My Fair Lady, só as corridas e a valsa. Filme inteiro nem pensar.
Cozinharam cachorro quente. Com direito a batata frita de pacote.
E um monte de sorvete, todos os sabores que elas gostam.
No final do dia vieram as surpresas. Os contos americanos, o terceiro dos contos de Hemingway, outro volume de bordados em patchwork e alguns pockets de mistério. Algumas músicas e alguns DVDs.
Dormimos cedo.
Às vezes domingos são domingos e assim se fazem dias de mães, dias de filhas, dias cotidianos. Não soubemos da vida lá fora, não saímos da penumbra. Comecei os tricôs coloridos, fiz pilha dos livros, os que eram meus, na cadeira e levantei fazer canja, a preferida delas.
Nem só mimo, nem só filhas. Silencio? Quase perfeito. E a cama, desarrumada o dia todo, na madrugada foi recebendo, uma a uma, as filhas que amanheceram, como de praxe, amontoadas e empurrando pernas e braços umas das outras.
Um domingo bem de mãe.
Sou mãe de filhos, avó de cães e bonecas, tia-mãe da gata e eventuais novas criações das filhas pequenas.
E porque mãe pode quase tudo, pedi a elas, neste dia, um dia de silêncio. Não sem antes desmarcar o almoço familiar porque hoje me apetecia ficar de pijama, janelas fechadas e cama desarrumada. Por conta de decisão preguiçosa, entupi a casa de arroz doce e litros de coca cola, minha parte nos acepipes de mana na casa do irmão.
Eu queria descansar, elas queriam farra! Enzonaram minha cama enquanto eu tentava dormir.
Quando a tentativa se revelou realmente infrutífera, resolvi aderir. Desliguei o telefone ainda pensando no que faria com o presente que mandei fazer especialmente para minha mãe... um coração que não sei se dava agora ou esperava os quase 70 que serão en dezembro, mas como era domingo e domingo não pede decisões. Coloquei o pacote na gaveta e tentei novamente deitar.
Café na cama da mamãe é bagunça pra três dias e lençol pleno de migalhas de pão, que reclamo direto. Outro motivo para elas ficarem estapeando o colchão como se fossem limpar alguma coisa. A migalha subia e descia e nada mais.
Limpeza mesmo era trocar o lençol, e elas assim fizeram.
O debaixo verde, o de cima rosa e as fronhas, uma de cada jeito, estampavam outras flores. Não era carnaval mas minha estação, quase mangueira, se mostrava verde e rosa. Para elas, como canta a música, eu estava de flor, rainha das rosas. Que recebi, todas desenhadas e nenhuma cor-de-rosa.
Tomei leite quatro vezes. Minto. Primeiro foi o meu café, que me abre os olhos e o dia, o segundo foi o leite como foram também o terceiro e o quarto. Leite com toddy, leite com farinha láctea e leite com aveia. O gosto de cada uma delas feito especialmente para mim. Dia de mães? Mãe tem que tomar todas. E tomei os leites e ganhei xícaras novas. Uma de cada.
Depois me deram livros. Sobre balé, joaninhas e crocodilos, crimes e mistérios juvenis e alguns clássicos de vestibular. Para não ser injusta, ganhei novelos de lã. Bem da cor das pelerines que elas pediram para fazer.
Assim um dia silencioso ao jeito delas.
Porque mãe deve ser mimada... colocaram para mim Vacas tussindo, Monstros, Poderosos tubarões e é claro, porque era meu dia, Nemo, Nemo e mais Nemo. Continuaram com filmes de dar-certo. Sob o sol da Toscana, Chocolate e Nottig Hill. Pedi Il Gato Pardo. Um Alan Delon sempre cai bem para mães que passaram dos quarenta.
Pois as filhas preferiram Perfume de mulher. Só o tango. My Fair Lady, só as corridas e a valsa. Filme inteiro nem pensar.
Cozinharam cachorro quente. Com direito a batata frita de pacote.
E um monte de sorvete, todos os sabores que elas gostam.
No final do dia vieram as surpresas. Os contos americanos, o terceiro dos contos de Hemingway, outro volume de bordados em patchwork e alguns pockets de mistério. Algumas músicas e alguns DVDs.
Dormimos cedo.
Às vezes domingos são domingos e assim se fazem dias de mães, dias de filhas, dias cotidianos. Não soubemos da vida lá fora, não saímos da penumbra. Comecei os tricôs coloridos, fiz pilha dos livros, os que eram meus, na cadeira e levantei fazer canja, a preferida delas.
Nem só mimo, nem só filhas. Silencio? Quase perfeito. E a cama, desarrumada o dia todo, na madrugada foi recebendo, uma a uma, as filhas que amanheceram, como de praxe, amontoadas e empurrando pernas e braços umas das outras.
Um domingo bem de mãe.
Maria Odila
5 Comments:
Fantástico o teu domingo de mãe! Mãe mimada e babada, também. Mas foi um dia diferente, tão diferente que o mundo lá fora se calou e não existiu o dia todo. Tudo ao jeito de quem quer agarrar a felicidade em todos os pormenores.
Muitissimo interessante o seu blog, leia o meu, e comente-o:
http://maquiavelicopolitica.blogspot.com/
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Itália he um país fascinante!!
Seu domingo merece uma frase absolutamente original: "ser mãe é padecer no paraíso". :0)
Mulher, que domingo perfeito...
Simplesmente formidável. Perfeitamente suave e melodioso.../beijos.
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