II
Dizem que o dia finda nas tardes. Dizem, não sei.
Nas horas vespertinas ideogramo os sentidos, sentidos inexplicáveis, dissimulados e dúbios.
Nada fácil rever mistérios e deles fazer outro dia.
Lentos os regressos, antigas as felicidades.
Assim indago e pratico, descreio até. Novo dia não se pré-dispõem, não se deixa conhecer.
Dias novos almejam ser... dias novos.
Por isso acordo nos de sempre, acordo ontem.
Maria Odila
12 Comments:
Pois é, Maria. A gente prefere acordar no que já conhece. Nunca se sabe o que esperar de um novo dia, não é mesmo? Beijo pra você. Adelaide
Pois eu começo a viver nos fins de tarde, que é quando costumo sentar a escrever minhas bobagens...:-)) Beijão, Dila.
muito bom, maria.
feliz dia novo para você.
bjs
Sou sempre por acordar num dia novo, mas é muito lento mesmo este acordar. Beijos! Linda reflexão!
Linda reflexão !!! Bjk
Eu gosto do dias novos e das surpresas que podem vir com eles.
Beijo
Difícil entender e apreender a renovação. Quem avalia os seus dias naquilo que pratica diariamente, saindo pela manhã, regressando pela noite, trabalho e casa, e muitas, muitas preocupações - não tem muito espaço para se aperceber de que o novo dia nada tem a ver com o dia anterior.
Mas parece não haver dúvida que tudo é novo em cada dia. Temos esse condão natural de sabermos criar. E tudo o que criamos hoje nunca foi exactamente igual ao criado ontem…
Maria, te achei no blog da Bugra e vim conhecer. Adorei seus textos, sua sensibilidade, sua lucidez... enfim, tudo. Parabéns!
Ana
acordar no ontem, odila, é bem imprevisível. ficou muito bom
O dia finda a qualquer momento, a qualquer tempo, sempre no futuro, inexoravelmente a cada dia, não a arrasta o passado
e não ultrapassa o futuro, desligado completamente de seus últimos compromissos vencidos minuto a minuto, segundo a segundo com absoluta cegueira quanto ao próximo acontecimento o que é bom para ele que deve ser sempre alegre e gárrulo. Valeu Digressiva Maria. beijos
Hoje vim apenas para parabenizá-la pelo aniversário. Desejo-lhe felicidade e sucesso.
Ótimo, poeta! É bom levar a vida versejando, mesmo que se acorde sempre ontem.
Beijos
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