segunda-feira, novembro 14, 2005

III

Moço, quase.
Carente, não diria.
Seco, talvez.
E adorava namorar.
Meia idade, ela.
Decidida, quem sabe?
Aprendia agora os nãos da vida.
E adorava namorar.
Não se encontraram.
Ela chegou cinco minutos mais tarde e ele três horas antes
Teria sido um caso, não fosse o desamor.


Maria Odila

13 Comments:

Anonymous mario said...

muito bonito e bate aquela melancolia... gostei e mexeu comigo.

forte abraço.

11:33 AM  
Anonymous Dácio/Chega mais... said...

O dia foi deitar-se cansado de esperar...saiu de fininho da cena deixando a noite se aplicando no voeirismo cotidiano. Beijos

7:06 PM  
Blogger Manoel Carlos said...

Encontros e desencontros do amor, questão de hora e lugar, como no samba de Billy Blanco.

11:07 AM  
Blogger Ilidio Soares said...

? O desamor... Interessante esse corte, muito interessante, isso tudo para não dizer escandalizante.
bjos
Ilidio

11:58 AM  
Anonymous Maria do Céu Costa said...

Um post que retrata a um ritmo melodioso os desencontros. Beijinhos.

11:30 AM  
Anonymous Tere Sarmento said...

É minha primeira vez neste blog. Já gostei! Sei que encontrei uma artista. Parabéns por esse poema. Vou continuar a visita

12:01 PM  
Anonymous nora borges said...

Doña Maria, voltei com computador pronto e tudo. Finalmente vou recomeçar a vir te ver.
Besitos

9:48 AM  
Anonymous Ricardo Miyake said...

Andei sumido, eu sei, mas não dá pra acessar bloggers no computador da faculdade... Bjs!

12:41 PM  
Blogger Manoel Carlos said...

Em busca de atualização, deixo o abraço agrestino.

3:47 PM  
Anonymous maria angelica said...

Bonito mesmo !!! Bjs

2:30 AM  
Anonymous Aureliano said...

Muito Bom ! Gostei! Volto sempre !

12:39 AM  
Blogger Dreamer said...

e sempre é assim. Um antes, outro depois. Um lá, outro cá e os dois estao e nao estão. casos e acasos da vida.

2:50 PM  
Blogger Rubens da Cunha said...

muito bom este poema, amargo, incisivo.
abraços
rubens

2:32 PM  

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