Cotidiano I
O lençol já foi branco e o varal novo.
A casa ainda é habitada. Só as pessoas não são vistas.
Todo dia, pela manhã, são outros os lençóis, outros os pregadores. Ninguém a ver as trocas, ninguém sabendo das horas.
Amanheceu e o de ontem não será o de hoje.
Quinta-feira rosas estavam lá, penduradas, cabos no varal e pétalas entre os lençóis.
A cada quinta, novas rosas. Nas terças, flores amarelas e nos sábados cravos que de tão rubros, pareciam enlutados.
Relógio e calendário ficaram em casa.
A vida corre melhor entre encardidos lençóis e alvas-coloridas flores.
Maria Odila
6 Comments:
O quotidiano é sempre uma renoção, ainda que não pareça…
Em cada pormenor, em cada flor, em cada raio de luz há sempre a beleza de uma criação nova. Do quotidiano retiramos os cheiros sonoros e cantantes das pequenas coisas que pululam de vida.
No teu retrato do quotidiano, sentimos essa vida a pulsar e, sem o notarmos, vamos nós próprios fluindo por ela...
Menina Sapeca, essa!
Nos faz apertar o nariz sobre o muro pra ficar espiando o quotidiano da casa que é habitada pela troca de lençóis e de flores.
Mas que delícia de espiadelas!
Até parece que estávamos juntos, nos equilibrando sobre um caixote, pra poder enxergar melhor...
Beijos, saudades.
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Rodrigo Capella.
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Quisera escrever um texto tão delicado quanto este seu... Beijos!
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