quinta-feira, outubro 26, 2006

Estou confusa há quase seis dias. Seis dias e muitas horas que foram se tornando outros muitos minutos. E pensei, sonhei, suspirei e não consegui chegar a raciocínio absoluto ou realista nenhum. Nem certo nem errado.
Simplesmente ele apareceu e eu fiquei sem saber.
Sem saber de beijava ou olhava. Se olhava e falava. A boca seca deixava qualquer palavra mais árdua, a proximidade assustava. Logo eu que nunca me senti assim, sem saber bem como era assim, senti-me bem assim.
Num primeiro encontro com gosto de primeiro encontro.
A primeira impressão não tem segunda chance. Isso diz ele.
Eu nem isso sabia dizer!!!
São muitas as frases que lembro. E as guardei tão bem que não consigo dizê-las, e no entanto, ao tentar, é timidez que parte.
Foi a hora demorada, de tão curta.
E depois o telefone.
E a saudade.
As conversas...
Sim, como sempre, a espera,
... não desistas de mim... ou ele murmurou, ou imaginei. Quem sabe queria que ele tivesse dito...
Ai minhas sensações, ai minhas deusas, protejam-me.
Sinto que estou para me perder...

Maria Odila

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